O Humor na Gastronomia e na Cultura
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- Publicado em sábado, 10 março 2012 20:00

O Rotary Club de Lamego, em conjunto com o Rotary Club da Régua, levou a efeito no dia 6 de Março de 2012 no Hotel Régua Douro, uma conferência/palestra subordinada ao tema: “O HUMOR NA GASTRONOMIA E NA CULTURA”, tendo como orador e palestrante o senhor Comendador António Augusto Santos.
Como nota agradável, o palestrante, no inicio, distribuiu por cada uma das senhoras presentes, duas rosas, como reverência de gratidão pela sua generosa e amável presença e em seguida saudou os Rotários da Régua e de Lamego que se dignaram contribuir com a sua grata assistência.
Deu uma explicação da sintonia e do companheirismo existente entre a filosofia dos Lions e dos Rotários, como Peregrinos e Mensageiros da nobre missão de servir.
Ambos, disse, se consubstanciam no admirável compromisso de Serviço à Comunidade.
Apesar dos seus noventa anos, considerou-se uma espécie de “Abencerragem” de sã camaradagem e da prática do Bom-Humor.
Citou Miguel Torga, para confessar que o Inverno da Vida poderá vergar o seu Corpo, mas que uma eterna Primavera prevalecerá no seu Coração.
E, assim, começou por definir a profissão de enólogo, dedicando ao enófilos uma simulação jocosa do célebre poema de José Régio “Cântico Negro”, titulando-o de “Cântico Tinto”.

Relativamente ao Humor na Gastronomia, própriamente dita, declamou uma pequena Poesia de Amália Rodrigues e recitou factos autênticos de Escritores Portugueses, como, Bulhão Pato, D. João da Câmara, A célebre Ceia da sua Peça “Os Velhos“, Guerra Junqueiro e Eça de Queirós, a sua ultima Ceia em Tormes, do seu livro “A cidade e as Serras”, factos reais, aliás, passados durante ou depois das refeições.
Seguidamente, falou sobre o Humor na Cultura, divagando sobre o seu passado de explicador, de Professor de Latim e de Matemática num Colégio e presentemente, desde a sua fundação, de Professor na Universidade Sénior “Jerónimo Cardoso “, de Lamego.
A estas aulas costuma chamar-lhes Encontros.
No final de cada lição, disse ter por hábito, contar uma ou duas anedotas sobre o Autor ou assunto tratado, informando que a verdadeira intenção, está no facto de a anedota, no futuro, poder contribuir mais facilmente, para despertar ou avivar a essência do assunto constante da correspondente lição.
Em determinada altura da sua intervenção, o palestrante, deu a saber que em anos atrás, viveu meia dúzia de anos nesta ENCANTADORA PRINCESA DO DOURO, onde exerceu as funções de Gerente da Tesouraria da Fazenda Publica e nela deixou muitos amigos.