Portugal está em chamas destruidoras, que só podem ser apagadas com outas chamas - as da disponibilidade, do amor solidário, da sensatez, da atitude. Da incondicionalidade.
Com a empenhada organização da parceria - Clube Médico de Mototurismo, Grupo 49 dos Escoteiros de Portugal, Rotary Club de Lamego - e o apoio do Município, o dia 20 deste mês de agosto viu a nossa cidade ser palco de variadíssimas manifestações de arte e cultura.
O programa era longo e aliciante e, logo pela manhã, as ruas abriram-se à CAMINHADA dos muitos que quiseram associar-se a esta ação solidária - “Não à indiferença”. O bulício irrompeu pelas ruas, marcando presença, na alegria do convívio e do de- ver cumprido.
Ao meio-dia, na Igreja das Chagas, o Grupo Coral da Santa Casa da Misericórdia, sob direção do maestro Gualberto Miguel Rocha, abrilhantou a EUCARISTIA. E, dado que a Liturgia deste domingo revelava e projetava a Figura de Jesus Universal, tudo ali se conjugou para uma reflexão sobre a inclusão e um não à indiferença.
No Parque Isidoro Guedes, a tarde foi de grande participação e entusiasmo. O RANCHO DE FAFEL, um dos embaixadores da nossa cultura dentro e fora de portas, inaugurou o palco com uma exibição digna do momento.

David Rodrigues e Filipe Marado expressaram-se com a qualidade e a sensibilidade a que nos habituaram, com a chancela do QUINTO IMPÉRIO.E a dança marcou presença, sob a forma de ZUMBA, por miúdos e graúdos, do Grupo de Lúcia Machado e alunas, numa tarde escaldante de temperaturas, a que os afetos não eram in- diferentes.
Enquanto decorriam brincadeiras no PARQUE INSUFLÁVEL e no MINIGOLFE, um RASTREIO DE DOENÇA CARDIOVASCULAR funcionava num dos pisos superiores, à vista e à disposição de quem o desejasse, com supervisão de especialistas na matéria.
Um dos momentos mais esperados foi o PAINEL DE DEBATE sobre “O Estado das Nossas Serras”, moderado pela Dra. Lúcia Marinho, na qualidade de Presidente do Rotary Club de Lamego. Mereceram toda a atenção da assistência as intervenções do Eng. Florestal Armando de Carvalho, que já foi técnico e dirigente da Quercus e exerce atualmente funções de técnico superior da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, da Eng.ª Paula Gonçalves, representante da Ribaflor, que é a Associação Florestal que trabalha 8 concelhos do Douro Sul, onde está incluída a nossa Serra das Meadas, e do Eng. Agrícola Luís Pinto.

Pela voz destas pessoas que diariamente lidam com os problemas no terreno, foi feita uma análise detalhada ao atual estado das nossas serras, matas e florestas, assim como dado conhecimento de vários projetos nacionais e locais, tendentes a evitar os incêndios que, sistematicamente no verão, têm conduzido o País a grandes perdas na área da economia, do ambiente, da biodiversidade. Sem falar na maior de todas as perdas, que é a de vidas humanas.
Foi este um painel de debate que tentou e conseguiu, através de personalidades conhecedoras do assunto, trazer a público alguns dados interessantes sobre o que está a ser feito e há que fazer, na tentativa de debelar ou minimizar o problema.
Vazia, a cadeira do Comandante dos Bombeiros de Lamego, Nuno Carvalho, que não pôde estar presente, porque se encontrava em serviço no com- bate aos incêndios que lavravam nesse momento.
Toda esta ação, LAMEGO SOLIDÁRIO, não podia ter acabado de modo mais brilhante. O grupo musical VÍTOR BLUE apresentou um conjunto de te- mas de exuberante impacto sobre a numerosa assistência, que da melhor forma reagiu a um trabalho de superior qualidade musical, interagindo com o palco. Com vibrante entusiasmo.
As receitas de todas estas ações serão canalizadas para o auxílio às vítimas dos incêndios, em várias frentes do combate à INDIFERENÇA.
Como é seu timbre, LAMEGO SOLIDÁRIO por um dia e sempre!

Mais fotografias da ação, aqui

 

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